sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Comprando gato por lebre

Só acontece comigo...
Um dia de outubro ou novembro de 2007,fui andar com meu marido na Lagoa do Taquaral.Terminada a caminhada, já saindo para pegar o carro, fui interpelada por uma loira simpática, carregando uma cesta de vime contendo três lindos, fofíssimos cachorrinhos. Não me contive e peguei no colo logo a femiazinha, tão pequenina e linda com uma cor dourada maravilhosa. Não perguntei a raça pois tinha certeza de que se tratava de uma lhasa-apso. Bem,de impulso dei meu telefone para a moça, Solange é o nome dela e fui para casa. Passei o fim de semana fora e na segunda-feira, logo cedo recebi um telefonema da Solange,dizendo que estava com a canhorrinha e que gostaria de trazê-la para que eu a visse novamente. Respondi que não queria ter um bichinho em casa porque meu marido não concordava, mas ela insistiu. Então resolvi dizer que não sabia nem que raça ela era e portanto não a compraria. Ela então pediu meu e-mail para mandar fotos da raça, segundo ela uma legítima shiht-tzu, com pais com pedigree, o que me possibilitaria também requisitar o da filhote. Dei o endereço de mail e voltei a dormir.Já tinha esquecido o assunto, quando o interfone tocou. Era a tal Solange. Educadamente resolvi recebê-la e então aconteceu o que não esperava. A tal me acusou de combinar a compra do animal, e alegando que deixou de vendê-la por isto,começou a forçar a compra. Enquanto isto, aquele delicado e tímido bichinho, ficou ali no mesmo lugar,tão abandonadinha, que meu coração enternecido não resisti.Foi como se tivessem colocado um bebe na porta de casa. Como ia deixá-la ir embora? Eu não podia. Então passei a negociar o preço.Acreditem, ela me pediu 900 reais pelo fato de se fêmea e shith-tzu, uma raça bem mais cara que o lhasa.Consegui negociar por 800 reais e dei os cheques, 4 de 200 reais. Ela me entregou a carteira de vacinação com uma vacina já vencida, e a tomada, segundo o veterinário que posteriormente consultei não era uma vacina confiável. Conforme a Mel foi crescendo, começei a compará-la com outras da mesma raça.Era diferente, assim como era diferente das lhasas. Procurei a tal Solange, que alegou não ser criadora e que o pedigree dos pais ainda estava com o canil onde ela os havia adquirido. Prometeu consegui-los, mas depois de muito esperar,e de inúmeros contatos via celular e e-mail, nada consegui. Sequer uma foto dos pais da Mel.Fiquei muito chateada por ter sido enganada, forçada a uma compra, e com raiva por ser tão facilmente enganada. A coisa boa é que a Mel é como um anjinho na minha vida. Linda, meiga e carinhosa. Nunca pensei gostar de um bichinho assim, mas me encho de ternura só de observá-la. Porém devo dizer que nunca superarei o fato de ter sido ludibriada.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Hoje.

Comecei o dia bem. Fiz meu papel de maetorista e voltei para a cama.Que delícia, até perdi hora da terapia. Pensei em não ir, mas, de um impulso levantei e lá fui eu.Foi muito bom. Na sessão, em grupo, cheguei a conclusão que de perto, ninguem é normal e em toda família tem um louco,em qualquer sentido da palavra. Pensei em ir ao shoping, mas o carro me trouxe de volta para casa. Melhor. Assim não caio em tentação para gastar. Estou feliz.